segunda-feira, 13 de junho de 2011

Manifestação em Copacabana pede fim da perseguição aos Baha’is no Irã
Representantes de diversas religiões participarão, no próximo domingo, de ato de solidariedade com atrações musicais e instalações artísticas.
Surgida em 1844, a religião Bahá’í tem hoje mais de 300 mil seguidores e é a maior minoria religiosa no Irã. Entretanto, ela não é reconhecida pelo governo iraniano, sendo perseguida desde o seu surgimento. Após a Revolução Islâmica, em 1979 esta perseguição se intensificou e centenas de bahá’ís foram mortos, milhares foram presos e outras centenas de milhares sofreram outros tipos de privação.
No próximo domingo, dia 19, centenas de pessoas de várias religiões estarão na Avenida Atlântica, em Copacabana, para prestar solidariedade aos Bahá’ís e exigir o fim da perseguição aos seus seguidores no Irã. Será uma celebração pela liberdade e pela vida, com a presença pessoas vindas de diversos estados brasileiros e lideranças do movimento negro, grupos de direitos humanos, representantes da sociedade civil, governo e entidades religiosas.
A partir das 10h da manhã, o grupo Afoxé Filhos de Ghandi se apresentará na orla da praia, em frente à Rua Siqueira Campos. Estão previstas também a participação das bandas Galhos e Sementes e God First, ainda várias outras atrações musicais e convidados especiais.
Serão fincadas na areia da Praia de Copacabana 7.747 máscaras com o rosto dos sete lideranças Bahá’ís presas atualmente no Irã. Este número é a soma dos dias que cada um deles está sob privação de liberdade, mantidos em condições insalubres e desumanas.
“Ser inocente e ter seus direitos mais fundamentais negados é algo que extrapola a questão individual. Apesar das injustiças que vêm sendo cometidas contra estas sete pessoas, acreditamos que uma manifestação alegre pode reverberar positivamente a favor deles”, diz Mary Aune, representante da Comunidade Bahá’í do Brasil. Há atualmente cerca de 57 mil bahá’ís no Brasil.


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A campanha pela liberdade dos bahá’ís presos no Irã conta ainda com uma página no Facebook (http://on.fb.me/7bahais) na qual, além de notícias sobre o processo de mobilização para o evento em Copacabana, há sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas de forma espontânea e descentralizada. Os seguidores da página podem, por exemplo, postar seus próprios vídeos caseiros falando sobre a importância de se garantir os direitos humanos e liberdades individuais a todas as pessoas. Com relação ao caso específico dos bahá’ís, a página sugere a postagem de fotos conceituais e até mesmo o uso de materiais alternativos, como balões de gás hélio para chamar a atenção para o caso.
Bahá'ís no Brasil
A Fé Bahá'í chegou ao Brasil com o pioneirismo da americana Leonora Armstrong em 1921. De lá para cá a Comunidade Bahá'í se desenvolveu e cresceu: com mais de 65 mil bahá'ís de todas as idades, está presente em todos os estados brasileiros. Os bahá'ís participam ativamente da vida comunitária, oferecendo atividades de cunho espiritual voltadas para crianças, jovens e adultos, abertas a todos os interessados. Atividades de desenvolvimento socioeconômico e educacional e a promoção de reflexões sobre temas correntes -- como direitos humanos, sustentabilidade, igualdade racial e de gênero -- junto à sociedade e ao governo também fazem parte da agenda bahá'í no Brasil e no mundo.
Mais informações sobre os baha’is: http://www.bahai.org.br/
Mais informações sobre o evento em Copacabana e sobre a perseguição aos Bahai’s no Irã:http://sasg.bahai.org.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Audiência sobre direitos humanos e liberdade religiosa realizada na Bélgica

"Baha'i Pergunta" citado no Parlamento Europeu audiência direitos humanos

31 de maio de 2011
 Vítimas de intolerância religiosa não são apenas as pessoas privadas do direito de praticar sua fé - que sofrem abusos em cada aspecto de suas vidas diárias.
Esta observação foi feita em uma audiência realizada antes da subcomissão do Parlamento Europeu sobre Direitos Humanos.
Penelope Faulkner - um membro da Plataforma Europeia de Discriminação e Intolerância Religiosa (EPRID) - destacou o grau em que a liberdade de religião ou crença está ameaçada em todo o mundo.
É um "enorme problema", disse Faulkner. "Especialmente em países onde o estado ... incita o ódio, as minorias religiosas são indefesos.
"Eles perdem os seus direitos, seus meios de subsistência e, em muitos casos, suas vidas."
"Este é o caso dos Baha'i no Irã, onde as autoridades a aplicar um plano sistemático para lidar com o que chamam de" Baha'i Questão "- com diretrizes específicas para bloquear o acesso à educação, ao confisco de bens, negar emprego e negar a cidadania direitos de alguém conhecido por ser bahá'í ", disse Faulkner.
Seus comentários foram feitos dias depois de cerca de 16 indivíduos foram detidos no Irã para tentar operar uma universidade informal para oferecer educação aos Baha'is que têm sido impedidas de ensino superior pelo governo.
Sra. Faulkner também observou que a pesquisa recente revelou que 70% da população mundial está vivendo em lugares onde a liberdade religiosa seja restringida ou abusado.
"É em todos os continentes, cada comunidade, incluindo a Europa. O efeito devastador do sofrimento humano nos últimos meses mostra que as políticas da UE nesta área não são apenas necessárias, mas muito atrasado", disse ela.
"Os seres humanos são responsáveis"
O Relator Especial das Nações Unidas sobre a liberdade de religião ou crença, Heiner Bielefeldt, disse na audiência que ele vê essas violações em uma base diária.
"E o que me choca mais é o grau de ódio contra as minorias religiosas entre as comunidades - muitas vezes o ódio nutrido por uma combinação paradoxal de medo algumas vezes beirando a paranóia e desprezo", disse o professor Bielefeldt.
Mas os ódios como podem ser superados, ele disse.
"Afinal de contas, são seres humanos que são responsáveis, os seres humanos que também podem mudar, os grupos de seres humanos que também podem evoluir em sua convicção. Isso é algo que devemos sempre ter em conta."
Professor Bielefeldt disse na audiência - realizada em 26 de maio - que a liberdade de religião ou crença é um direito humano universal, que deve também ser interpretados para englobar a mais ampla interpretação da religião.



"Você vê muitos países em várias regiões do mundo que a liberdade promessa de religião ou crença em sua constituição, em seguida, dizer, 'OK, há três opções - você pode ser judeu, cristão, muçulmano e ponto final."
"Às vezes são cinco opções Às vezes é seis opções Às vezes não é religião, mas o ponto de partida... - Se você realmente ficará com a natureza universalista dos direitos humanos - deve ser a dignidade da pessoa humana e seu auto-entendimento.
"Se você conhece os seres humanos, a sua auto-compreensão é muito, muito, muito diversificada", disse ele.
Mas, o professor notou Bielefeldt, as Nações Unidas tratados sobre a questão claramente que a liberdade de religião ou crença "protege teístas, não-teísta, crenças ateístas, bem como o direito de não professar qualquer religião ou crença ... Este é o espírito universalista, e não só o espírito, mas também a carta dos direitos humanos e liberdade de religião. E isto é realmente ameaçada. "
Um contexto mais amplo
Também no painel foi o representante da Comunidade Internacional Bahá'í junto à União Europeia, Sarah Vader. Ela sugeriu que a liberdade de religião ou crença deve ser considerado em um "contexto mais amplo da democracia e da proteção dos direitos humanos".
"A UE deve prestar especial atenção a ser inclusiva e justa, permitindo a participação de todos - incluindo os grupos mais vulneráveis, como mulheres, jovens, minorias étnicas e religiosas", disse Vader, que também estava falando em nome do EPRID, uma coalizão de organizações não-governamentais de apoio à liberdade de religião ou crença de que a Comunidade Internacional Bahá'í é um membro.
"Em relação à futura política da UE em matéria de liberdade de religião ou crença, é necessário que o processo seja aberto, transparente e inclusivo, e encontrar uma forma de envolver a sociedade civil em diferentes níveis, seja aqui em Bruxelas ou no nível das capitais e das delegações a nível da UE ", disse ela.
Ms. Vader ofereceu uma série de recomendações que a UE poderia melhorar o acompanhamento geral e abordagem à liberdade de religião ou crença, como através da criação de um enviado especial para a liberdade religiosa e elaborar um relatório anual sobre os progressos a nível mundial no sentido da liberdade de religião ou crença.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Governo iraniano proíbe o acesso ao ensino superior a jovens de minoria religiosa

Proibição visa limitar a atuação profissional dos jovens bahá'ís, enfraquecendo sua comunidade no Irã

As autoridades iranianas invadiram cerca de 30 casas de bahá'ís envolvidos com o Instituto Bahá'í para Educação Superior (BIHE, sigla no inglês) - uma instituição que possibilita o acesso à educação superior a jovens banidos das universidades pelo governo. Cerca de 16 indivíduos foram presos no dia 21 de maio, entre professores e facilitadores. Uma pessoa foi liberada no mesmo dia e outras oito foram interrogadas por oficiais do Ministério da Inteligência e liberadas em seguida.

Desde a revolução islâmica em 1979, os seguidores da Fè Bahá'í - a maior minoria religiosa não muçulmana do Irã - vem sendo sistematicamente privados do acesso ao ensino superior. A criação do Instituto Bahá'í para Educação Superior teve como objetivo oferecer a possibilidade de continuação dos estudos para esses jovens. As aulas ocorriam nas casas de indivíduos bahá'ís, com a ajuda de professores e colaboradores voluntários.

“A atitude do governo iraniano demonstra até onde estão dispostos a ir em sua campanha para inviabilizar a existência da comunidade bahá'í no país, privando os jovens bahá'ís de construirem suas carreiras e participarem da melhora da sociedade”, afirmou Mary Aune, representante da Comunidade Bahá'í do Brasil.


Do Irã para o Brasil, em busca de uma oportunidade de estudar

Aos 46 anos, Nahid Shams, uma iraniana radicada no Brasil graduou-se recentemente em psicologia pela Faculdade de Americana,. Ela conta que, pelo fato de ser bahá'í, teve o acesso à universidade negado nos primeiros anos da revolução islâmica. Para realizar seu sonho de estudar, ela fugiu do Irã adentrando solo paquistanês, onde conheceu o também iraniano Ramin Shams, com quem se casou e veio para o Brasil em 1986.

A religião de Nahid tem a educação universal como um de seus fundamentos, e todos os seus seguidores são estimulados a buscar uma profissão por meio da qual possa contribuir com a melhora da sociedade. A vontade de ajudar as pessoas exercendo uma profissão fez com que Nahid saísse sozinha do Irã, deixando parentes e amigos. “Eu queria estudar. Sabia que se não seguisse uma carreira ficaria limitada à vida doméstica, o que acontece com 90% das mulheres iranianas. Gosto de fazer coisas diferentes e de ajudar as pessoas, e ao mesmo tempo eu também aprendo”, afirma Nahid.

Ela explica os bahá'ís são impedidos de trabalhar em empresas de grande porte, bem como em cargos públicos. "Isso os deixa poucas alternativas: os homens são obrigados a se dedicarem ao comércio e as mulheres à vida doméstica", diz ela.

Durante sua cerimônia de colação de grau, ocorrida em março de 2011, Nahid promoveu um manifesto em homenagem aos milhares de jovens que ainda sofrem perseguição no Irã. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Comunidades baháís do Brasil celebram a chegada de um novo ano

               Para os baháís , 21 de março representa mais que a mudança de estações climáticas. Neste dia, os seguidores de Bahá’u’lláh, espalhados por todo o mundo, comemoram a chegada do ano novo, conhecido como Naw-Rúz. A data é comemorada também por muçulmanos e judeus, que realizam belas celebrações em ambientes de harmonia, amizade e alegria.
               No Brasil, as comunidades baháís em mais de 1300 municípios celebraram esta data especial na noite do dia 20 de março.
Christiane Bittercourt, membro da comunidade baháí de Porto Alegre, acredita que o Naw-Rúz representa a chegada da primavera espiritual. Para ela, trata-se de uma importante oportunidade para divulgar as atividades promovidas pelos baháís, voltadas para a construção de uma nova civilização mundial.
                Todos os anos os baháís aproveitam a data para ressaltar o convite à população em geral para que participe das reuniões devocionais ecumênicas, das aulas de educação espiritual para crianças e adolescentes e dos círculos de estudo do Instituto Ruhi de Capacitação, cujo foco é o desenvolvimento social e espiritual dos participantes. Durante a festividade de Naw-Rúz, esse convite é realizado de maneira alegre e espontânea, ressaltando o sentimento de parceria com a sociedade na qual estão inseridos. O objetivo é proporcionar a seguidores de todas as religiões e crenças a oportunidade de tomar as rédeas de seu próprio desenvolvimento.
                    Em Anápolis (GO), observa-se um envolvimento crescente de indivíduos de todas as origens sociais e raciais e de todos os níveis educacionais nas atividades mencionadas. “É sempre bom saber que temos pessoas em volta com o mesmo proposito de vida,”, diz Pari Farani, membro da comunidade baháí local. ”Como estas pessoas estão preocupadas com a situação da humanidade, aproveitamos bastante a festa de Naw-Rúz desse ano para mostrá-los o que fazemos e como eles podem se envolver”.
                     As 104 pessoas que foram à celebração do ano novo baháí em Curitiba encheram a recém reformada Sede Baháí da cidade. Uma interessante apresentação acerca das ações desenvolvidas pela comunidade baháí para a melhora da sociedade foi intercalada com falas inspiradoras sobre o sentido de um novo início de ano nas vidas de todas as pessoas. “Os presentes foram convidados a participar de atividades voluntárias voltadas para a educação espiritual de crianças e adolescentes, além de serem estimulados a se envolver nas reuniões devocionais realizadas em suas vizinhanças”, conta Cláudia Ayvazian, membro da comunidade local da capital paranaense.
                       Outro tema recorrente em diversas festas por todo o país foi o calendário baháí, que apesar de contar com os mesmos 365 dias do calendário gregoriano, tem uma estrutura diferenciada. São 19 meses de 19 dias, cada um nomeado a partir de um atributo de Deus. “Para completar os 365 dias, há um período conhecido como Ayyám-i-Há, ou dias intercalares”, explica Daniella Hiche, membro da comunidade baháí do Lago Sul (DF). Durante a festa preparada pela comunidade da qual Daniella faz parte, uma breve fala ofereceu algumas informações sobre esse assunto, além de dar algumas informações acerca da vida de Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahá’í.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A necessidade de União entre os povos do Oriente e do Ocidente

No passado, como no presente, o Sol Espiritual da Verdade tem sempre resplandecido no horizonte oriental. Abraão apareceu no Oriente. No Oriente ergueu-se Moisés para instruir e guiar o povo. Do horizonte oriental surgiu o Senhor Cristo. Muhammad foi enviado para uma nação do Oriente. O Báb nasceu numa região oriental, a Pérsia. Bahá’u’lláh viveu e ensinou no Oriente. Todos os grandes Instrutores Espirituais nasceram no mundo oriental. Embora, entretanto, o Sol de Cristo tivesse despontado no Oriente, seu resplendor atingiu o Ocidente, onde a radiância de sua glória foi vista mais claramente. A divina luz do Seu Ensinamento brilhou com maior intensidade no mundo ocidental, onde fez mais progresso do que na terra de sua origem.
            Atualmente, o Oriente necessita de progresso material e o Ocidente precisa de um ideal espiritual. Seria bom que o Ocidente buscasse a iluminação do Oriente e desse, em troca, seu conhecimento científico. Deve haver esse intercâmbio de dádivas.
            O Oriente e o Ocidente devem unir-se para permutarem o que está faltando a ambos. Esta união ocasionará uma verdadeira civilização, em que o espiritual é expresso e realizado no material. Recebendo, assim, um do outro, prevalecerá a maior harmonia, todos os povos serão unidos, um estado de grande perfeição será atingido, haverá uma sólida cimentação e este mundo tornar-se-á um espelho reluzente para refletir os atributos de Deus.
            Todos nós, as nações orientais e ocidentais, devemos lutar dia e noite, de corpo e alma, para conseguirmos este alto ideal, para concretizarmos a união entre todas as nações da terra. Todos os corações serão, então, reanimados, abrir-se-ão todos os olhos, manifestar-se-á o mais maravilhoso poder e a felicidade dos homens será assegurada.
            Devemos orar para que, pela Generosidade de Deus, a Pérsia seja capaz de receber a civilização material e intelectual do Ocidente e, pela Divina Graças, dar-lhe, em troca, sua luz espiritual. O devotado e vigoroso trabalho dos povos unidos, ocidentais e orientais, será bem sucedido na consecução desse resultado, pois a forca do Espírito Santo os ajudará
            Os princípios dos Ensinamentos de Bahá’u’lláh devem ser cuidadosamente estudados, um por um, até que sejam conhecidos e compreendidos pela mente e pelo coração; assim tornar-vos-eis fortes seguidores da luz, verdadeiramente espirituais, celestiais soldados de Deus, atingindo e propagando a verdadeira civilização na Pérsia, na Europa e no mundo inteiro.
            Isso será o paraíso que há de vir sobre a terra, quando toda a humanidade estiver reunida sob a tenda da unidade no reino da Glória.
            Um dos ensinamentos de Bahá’u’lláh é a busca da verdade, mostrando ser necessário o homem afastar toda espécie de superstição e toda a tradição que possam fechar-lhes os olhos à existência da verdade em todas as religiões. Embora amando e sendo fiel a uma forma de religião, não deve permitir-se detestar todas as outras. É essencial que busque a verdade em todas as religiões, no que seguramente será bem sucedido se empenhar-se com o máximo fervor. Agora, uns dos princípios trazido por Bahá’u’lláh é a “Unidade da Raça Humana”. Todos os homens são servidores do Deus Único. Um só Deus reina sobre todas as nações do mundo e tem prazer em todos os Seus filhos. Todos os homens são de uma só família; a coroa da humanidade repousa sobre a cabeça de cada um dos seres humanos.
            Aos olhos do Criador todos os Seus filhos são iguais; Sua bondade jorra sobre todos. Ele não favorece esta nem aquela nação; todas são igualmente Suas criaturas. Assim sendo, por que fazermos divisões, separando uma raça da outra? Por que criarmos barreiras de superstição e tradição, fomentando discórdia e ódio entre as pessoas?

domingo, 13 de março de 2011

Ano Novo Bahá'í

Gostaria de convidar todas as pessoas para mais um ano Novo Bahá'í (Naw-Rúz), que é a celebração da manifestacao de Bahá'u'llah, trazendo as boas novas para os povos de que Ele é Deus e não há outro senão Ele.





Ó Pena do Altíssimo! Dize: Ó povos do mundo! Nós vos ordenamos jejuar durante breve período, e vos destinamos ao seu término o Naw-Rúz como uma festa.

(Bahá'u'lláh, O Kitáb-i-Aqdas)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Brasil condena intolerância religiosa em sessão na ONU

Finalmente o Brasil saiu de cima do muro! Mais um marco na história e amadurecimento dos povos!


Entre os pontos citados, está a discriminação contra a fé Bahai, cujos membros são perseguidos no Irã. É o segundo movimento da semana que mostra um distanciamento do Itamaraty em relação ao regime dos aiatolás

Mariana Pereira de Almeida
Mulheres participam de protesto contra o regime iraniano, na praça das Nações Unidas, perto da sede da ONU em Genebra
Mulheres participam de protesto contra o regime iraniano, na praça das Nações Unidas, perto da sede da ONU em Genebra (Fabrice Coffrini/AFP)
“O Brasil deplora veementemente todas as ações de discriminação e incitação ao ódio religioso que vêm ocorrendo em várias partes do mundo. Muitas vidas inocentes foram perdidas por causa da intolerância e da ignorância”. 
Declaração oficial da missão brasileira no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra
A missão brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra fez nesta quinta-feira uma declaração enfática, condenando a intolerância religiosa no mundo. O posicionamento foi manifestado durante a sessão sobre "liberdade de religião e crenças” do Conselho de Direitos Humanos, cuja 16ª reunião ocorre desde o final de fevereiro. A condenação foi trazida a publico três dias após o Brasil prestar uma homenagem à iraniana e ferrenha opositora do regime dos aiatolás Shrin Ebadi. Ambos os atos demonstram que o Itamaraty está mudando a política externa adotada pelo governo anterior, que se aproximava de regimes islâmicos ou ditatoriais - e do Irã em particular - ignorando suas violações aos direitos humanos. 

A declaração oficial, lida na sessão principal do dia no Conselho de Direitos Humanos e obtida pelo site de VEJA, diz: “O Brasil deplora veementemente todas as ações de discriminação e incitação ao ódio religioso que vêm ocorrendo em várias partes do mundo. Muitas vidas inocentes foram perdidas por causa da intolerância e da ignorância”. 

O documento afirma que o Brasil está preocupado com a situação dos seguidores de certas religiões que são alvos de discriminação em diversas partes do mundo, como as crenças de origem africana e a Fé Bahai, um dos maiores grupos não muçulmanos, perseguido no Irã.  “O Brasil reitera seu compromisso de assegurar uma sociedade plural, tolerante e livre. A liberdade de religião e de crenças é um direito fundamental garantido pela Constituição do país”.

O texto é uma das ações mais representativas do Brasil em um importante fórum internacional nos últimos anos. Além de pontuar aspectos claros – o que cria dentro da ONU a necessidade de se obter respostas -, o documento mostra que o Brasil está dando mais importância aos direitos humanos. A ação é, portanto, um novo sinal de que o país vai condenar violações a estes direitos em países como o Irã.
O outro sinal veio na última segunda-feira, quando a missão brasileira na ONU prestou uma homenagem a Shirin Ebadi, oferecendo-lhe um almoço junto com embaixadores de diversos países da entidade. As organizações que defendem os direitos humanos pedem o apoio do Brasil na votação de uma resolução no próximo dia 21, nas Naçõe Unidas, condenando as violações na República Islâmica e estabelecendo o envio de um relator especial ao país. 
Histórico - Mesmo antes de sua posse, a presidente Dilma Rousseff já vinha dando sinais de que mudaria a política externa do Brasil. Em uma entrevista concedida ao jornal americano The Washington Post, em dezembro do ano passado, ela condenou o apedrejamento no Irã e qualquer outro tipo de "prática ‘medieval’ contra mulheres”. Ela se referia à sentença decretada contra a iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani por adultério pela arbitrária Justiça da Repúlica Islâmica. 
A declaração de Dilma marcou um contraste com a política externa que o Itamaraty vinha adotando nos últimos oito anos. Um mês antes da entrevista da presidente, o Brasil - sob a batuta de Luiz Inácio Lula da Silva - se recusou a apoiar uma resolução na ONU que pedia o fim do apedrejamento no Irã. A medida, que acabou sendo aprovada mesmo sem o voto do Brasil, também condenava Teerã por "graves violações de direitos humanos" e por silenciar jornalistas, blogueiros e opositores.